AMOR POSSESSIVO

 

falcãoPDG José Aristóteles Falcão – AL 96/97 – LA-3

Editor do Centro Avante - LC Recife-Centro, DLA-3.

   Embora seja um leão com algumas décadas a serviço do Lions, mentiria se procurasse esconder a minha alegria quando os ponteiros do relógio se aproximam das 6 horas da noite, aqui, no Recife.

   Com a promessa de uma lua bonita, invariavelmente, a rua está movimentada pelo término das aulas do colégio vizinho. No que me diz respeito, estou esperando uma coisa agradável e importante, sem dúvida, e isso revela minha fisionomia já inquieta. O porteiro novato pergunta: “O que o senhor espera?” Rigorosamente espero os boletins dos Clubes de Lions.

   Quando eles chegam, minutos depois, não preciso de mais nada. Corro para a cadeira do papai e fico a flutuar sobre o que existe de positivo na árdua tarefa de contar a história do leonismo nesse sacerdócio que praticamos.

   Se normalmente eu absorvo, todos os dias, as notícias desagradáveis do país sempre em crise e deito as minhas reflexões em torno do amanhã dos novos sócios, o que é de se esperar dos que não lêem e não pensam em se atualizarem? Justo que não tenham uma impressão bem formada do movimento. Mas um leão bem-intencionado, sensível, já não impõe a si tão-somente o dever da leitura dos livros. Ele deve pensar, também, na grande instituição que igualmente é o jornal ou boletim nas mãos daqueles que deveriam acompanhar e se interessar, pelo menos, pelo cotidiano do seu clube e da sua cidade.

   E quando, infelizmente morre um boletim? É sinal que, por dentro, muitos morreram com ele, frustando o que coletivamente construíram ao longo dos tempos. Eu, particularmente, já acompanhei o funeral, sem velas, de alguns boletins. Ficaram tragicamente enfermos. Não havia patrocínio. Não havia disponibilidade do fundo administrativo do clube. Não havia boa vontade de alguns leões. Era um espetáculo doloroso, aflitivo. Máquinas de datilografia e computadores sem uso, redatores-editores-boletineiros sem vida e alguns até se afastando do movimento. Com isso, dias cinzentos e noites de trevas. É como um retrato sem retoques de um teatro sem atores.

   E nesse ritmo, lá se vão mais de 30 anos de leonismo e quase o mesmo tanto ligado aos boletins. Continuo editando o premiado “Centro Avante”, do meu Lions Clube Recife-Centro e sendo testemunha do árduo trabalho de inúmeros e dedicados leões brasileiros, formando uma equipe que se harmonizou em ritmo e determinações no palco do otimismo. E penso que somente um depoimento me chega, o daquele poeta nordestino, intimamente proclamado válido pelo sentimento da espontaneidade: amor que se declara a jornal, é tão possessivo e tão duradouro quanto o amor ungido pela mulher que explica o velho e solene “até que a morte nos separe”.

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