O Lions e a Violência

PDG ANTONIO DOMINGOS ANDRIANI

 

            Nunca a violência atingiu índices tão alarmantes como nos dias de hoje. Nos momentos perturbadores e difíceis como esses que vivenciamos atualmente, onde a violência caminha solta e atos bestiais e aviltantes são registrados diariamente, não posse deixar de firmar posição como participante de uma organização que tem por objetivo interessar-se ativamente pelo bem-estar cívico, social e moral da comunidade. E não é uma posição apenas atual, pois venho emoldurando-a já há muito tempo.

          Como o Lions deve ter um permanente posicionamento na vanguarda, defesa e prestação de serviço desinteressado à comunidade, acredito que, pessoalmente, como Leão, nessa hora aflitiva e preocupante, devo também me colocar na vigília dos acontecimentos que a criminalidade vem impondo à sociedade brasileira.

            Acredito ser meu dever e de toda família leonística alertar todas as pessoas de bem e dignidade para prestação do maior serviço que a atualidade está a exigir, que é de se colocar literalmente contrária a essa verdadeira guerra civil que está assolando o território pátrio, onde insanidades são perpetradas dias após dias.

            Entendo, como membro da família leonística, que a era da “barbárie” desde há muito está afastada do mundo contemporâneo, mas que aqueles que são uma minoria insignificante e verdadeiros párias da sociedade insistem em perpetra-las através de atos desumanos e inconcebíveis, não apenas infelicitando famílias, mas fazendo o possível para registrar sua página cruel na história do nosso país.

            E existe uma verdadeira cretinice exercida por uma parcela ponderável da nossa sociedade, igualmente discriminatória, de se atribuir a marginalidade à camada mais pobre da população brasileira. E os nossos irmãos fluminenses e as favelas cariocas, principalmente pela imprensa sensacionalista, são exemplos e os alvos mais constantes dessa insinuação. A violência é geral e não tem classe social. Hoje, tanto pobres como indivíduos das classes médias e alta frequentam o noticiário policial. São crimes hediondos, vandalismo, espancamento de prostitutas e travestis, roubos e assaltos seguidos de morte, incineração de mendigos, tráfico e venda de drogas, violência contra as mulheres, feminicídio, assassinatos encomendados, marginais ditando ordem de dentro dos presídios e tudo o mais que despertam indignação e perplexidade. E isso não ocorre apenas em locais ou Estados específicos. Acontece aqui em Ribeirão Preto, nas cidades do estado de São Paulo e em todos os municípios do Brasil. Ninguém é dono ou tem o privilégio da criminalidade!

            Sou contra tudo isso que está sendo lamentavelmente registrado, pois o leonísmo defende a vida, a paz, o diálogo, o entendimento e todos os recursos da fraternidade, sempre contra atos que nunca se justificam.

Não posso concordar com as autoridades que alegam ser impossível discutir melhoria da segurança sob o impacto de alguma tragédia mais comovente, quando sei que, no Brasil, as tragédias estão sendo quase que diárias e cada vez mais bestiais. Creio, portanto, que, se depender do ponto de vista de algumas autoridades, essa discussão jamais será efetivada, pelo menos até hoje. Quem sabe que, com as ideias no novo governo, a situação ganhe um alento positivo.

Penso que mulheres e homens públicos deste nosso País são, sim, responsáveis diretor por esse estado de coisas que está infelicitando e enlameando a nação brasileira, pois, omissos, deixam de tomar medidas que poderiam pelo menos minimizar os graves efeitos causados pela criminalidade.

Mas, e os dirigentes leonísticos? Confesso que estou cada vez mais cético com relação ao envolvimento do Lions nessa questão! E tenho motivos e um exemplo prático a respeito dessa minha descrença. No início do ano de 2007 (vejam desde quando vêm essa minha preocupação com relação a essa importante agenda), e com base na argumentação acima, apresentei para apreciação do meu Clube, o Lions Clube de Ribeirão Preto-Jardim Paulista, um projeto de recomendação (moção) protestando contra a onda de violência que estava tomando conta do País e, também, contra as autoridades constituídas que estavam retardando uma tomada de posição firma e adequada para minimizar a grave situação que estávamos vivenciando. E sugeri, na mesma proposta, que uma campanha fosse liderada pelo Conselho de Governadores do Distrito Múltiplo LC, para ser divulgada em todo território nacional, protestando contra a onda de violência que estava tomando conta da nação brasileira. A proposta foi aprovada pela assembleia geral do meu Clube, realizada em 26 de fevereiro de 2007. Depois, encaminhada apreciação da VIII Convenção Distrital do LC-6, com requerimento para que, se aprovada, fosse reportada à apreciação e aprovação da VIII Convenção do Distrito Múltiplo LC, para providências cabíveis. A moção foi aprovada no LC-6 e encaminhada ao DMLC. Na VIII Convenção do Múltiplo, realizada em maio de 2007, a maioria dos Governadores que compunham o Colegiado de 2006/2007, não aprovaram a proposta, com alegação de tratar-se de questão política e que o assunto não era problema do Lions. Na minha modestíssima opinião, uma decisão lamentável daqueles notáveis Governadores do referido ano leonístico. A questão é problema do Lions sim senhor! Ou se esqueceram os doutos Governadores contrários à proposta que um dos objetivos do Lions é interessar-se ativamente pelo bem-estar social da comunidade! A violência não é uma questão social?   É, SIM! E, portanto, um problema intrinsecamente ligado ao Lions.

Aqueles poucos que realmente me conhecem sabem como defendo uma ideia, e que dificilmente desisto de alguma coisa que julgo ser favorável ao movimento leonístico, e prossigo, sempre, mesmo que isoladamente. Foi o que fiz naquela ocasião. Mandei correspondência pessoal sobre a abordagem desse meu modesto ponto de vista, naquele mesmo ano de 2007, ao Presidente da República, aos Ministros de Estado do Governo Federal, aos Presidentes do Senado e da Câmara Federal, ao Governador do meu Estado e aos líderes das bancadas partidárias do Congresso Nacional, sugerindo que referidas autoridades, dentro das prerrogativas dos seus cargos, determinassem ou encaminhassem providências para uma mudança radical na legislação penal existente em nosso País, como, por exemplo: reforma do Judiciário, estudos sérios sobre a redução da idade para responsabilidade penal, adoção de prisão perpétua (no mínimo) para condenações por crimes hediondos, aprimoramento dos benefícios da prescrição das penas, coibição do abuso policial e revisão completa do nosso decadente Código Penal.   Vocês, estimados Companheiros Leão e dulcíssimas Companheiras Leão e Domadoras, tomaram alguma providência...

Sei que essa minha modesta participação no relevante tema será apenas uma gota no oceano. Mas, como já disse a inolvidável Madre Teresa de Calcutá, “sem essa gota o oceano seria menor”. Além disso, estou com a consciência tranquila de ter feito a minha parte. Solicito escusas pela tomada de tempo com essas minhas lamúrias. Estou encaminhando esse modesto ponto de vista para alguns Companheiros, Companheiras e Domadoras que merecem minha consideração. Se outras gotas surgirem no oceano será um bom sinal e estarei plenamente recompensado.

Adicionar comentário

Cuidado com os termos para não ser banido.


Código de segurança
Atualizar

II RCD LC-6 

II RCD LC-6 AL19/20 Ribeirão Preto II Distrital do AL 19/20 - LC Ribeirão Preto Jardim Paulista 10/Novembro/19
1
1
9
9
1
1
2
2
4
4
9
9
4
4
0
0

Usuários Online 

Temos 143 visitantes e Nenhum membro online

Login 

Bem Vindo ao Distrito LC-6!

Distrito LC-6

Visitantes

2704912
Hoje
Ontem
Esta Semana
Última Semana
Este Mês
Último Mês
Total
1438
1543
2981
2615383
41721
73356
2704912

Seu IP: 3.228.21.186
21-10-2019 19:10

Curtir No FaceBook 

Scroll to top